PÁGINA INICIAL | NOTÍCIAS | CURIOSIDADES | LISTAS | CIÊNCIA | CULTURA | SOCIEDADE | TECNOLOGIA

Alunos que usam internet na sala de aula tiram notas mais baixas

Publicado em 29 de janeiro de 2017

Pesquisa notou desempenho mais fraco mesmo entre os melhores estudantes




Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan estudaram o uso de computadores em sala de aula e descobriram que o tempo gasto com sites sem relação ao conteúdo da aula era de 37 minutos. Estudantes gastaram esse tempo lendo emails, comprando roupas em lojas virtuais, assistindo a vídeos ou acessando alguma rede social.

Embora o uso da internet nas escolas e universidades tenha sido defendido nos últimos anos, o estudo publicado no site Science Daily mostrou que o desempenho acadêmico desses alunos piorou consideravelmente. A pesquisa foi conduzida em 15 palestras de 50 minutos, com 127 estudantes voluntários que assistiram às aulas de Ravizza. Para que o uso da internet pudesse ser monitorado, eles deveriam se conectar a um sistema relacionado à pesquisa: de todos os participantes, 83 utilizaram o sistema em mais da metade das aulas organizadas durante o semestre e, portanto, foram incluídos na análise final.

O nível de inteligência de cada voluntário foi medido pelas suas notas do American College Testing, um teste padrão usado nas universidades dos Estados Unidos. Respondida no final do semestre, uma pesquisa virtual também ajudou a medir a motivação em sala de aula de cada um deles.

O artigo apontou que, ironicamente, o uso de internet para assuntos relacionados à aula não colaborou para aumentar as notas dos testes finais desses alunos e o uso de internet também afetou o desempenho dos participantes considerados mais inteligentes e motivados.

Pesquisas anteriores mostraram que tomar notas em um aparelho eletrônico não é mais benéfico para o aprendizado do que escrevê-las em um caderno. “Quando os estudantes abrem seus notebooks, por exemplo, é tentador acessar outras coisas relacionadas à internet e pouco relevantes para as aulas.”

Fonte(s): Revista Galileu